terça-feira, 24 de maio de 2011

... DE QUANDO TÍNHAMOS 15 ANOS.



Sinto falta do frescor de ter 15 anos, do tudo absolutamente novo, daquele sabor agridoce de descobrir-se, de encontrar o outro, da vontade louca de desbravar o mundo. Sinto falta de sentir-me jovem e disposto, de subir em bancos, de gritar poemas, de deitar no chão do pátio, de vagar sem rumo, de escrever cartas. Sinto falta do vinho barato, de sentar na praça ou nas escadas, do fim de tarde, da vida simples e sem grandes preocupações. 

Sinto, hoje, que não há mais encantamento na vida, nem magia nas coisas, mas que ainda resta o pensamento (e o que fazer dele?). Acredito em poucas coisas: no agora, nos livros, nas amizades de longa data, nas conversas de bar, nos abraços apertados. No amor? Não sei. O que sei é que... Sinto saudade...

Emilson Lopez

5 comentários:

  1. a idade chega meu amigo, e quando olhamos pra trás percebemos que deixamos de viver coisas simples devido a vida adulta que nos consome, mas o bom é que temos coisas boas pelas quais sentir saudade.

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  2. me sinto contemplada com as tuas palavras... também tenho sentido falta de muitas coisas de outros tempos, mas fico me perguntando se consigo sentir SAUDADE... faz tanto tempo q nao sinto isso, queria muito sentir... mas acho q perdi essa habilidade :/

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  3. Ahhh os 15 anos... lembro-me bem dos meus...
    os amigos, as risadas sem porque, ahh o vinho barato e a praça não podiam faltar...

    Mas vamos falar a verdade, velhice é psicológico, eu ainda conto piada sem graça, ando de all star e bebo o vinho barato.
    Saudades eu tenho também, mas não arrependimentos nem desejo de voltar ao tempo...
    afinal, ainda tenho o espírito de 15 anos ;)

    Adorei o blog
    XXX

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  4. Muito bom seu blog, faz refletir. Também sinto falta deste tempo de quinze anos. Época boa mesmo.

    Obrigado pela visita!

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  5. Sinto saudades também dos 15 anos, mas de forma diferente, de talver ter outras atitudes perante a vida naquela época... mas não posso esquecer-me de que o quê sou hoje, é resultado, em partes, daquela forma que vivi meus 15 anos!
    Belíssimo texto!

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