Penduro-me em varais de quintais velhos,
Pra me refrescar e quem sabe
Secar as lágrimas ao sabor dos ventos.
Primeiro me lavo, esfrego, enxaguou bem.
Ensabôo e alvejo.
Depois torço e retorço meu coração:
Sujo, cansado, surrado.
Fico exposto ao sol, ao perigo, à vida,
E quem sabe aos meninos malinos
Que derrubam ou sujam as roupas limpas
E irritam quem quer tudo limpo, polido.
Fico dependurado em janelas esperando, me secando...
O sol castiga, o vento alivia,
Os prendedores me doem na carne.
Eu me desgasto com o uso, com o tempo, com o morfo.
Amacio, centrifugo, me passo, engomo
Dobro-me, me guardo:
Guarda - roupas, cruzeta, naftalinas.
Emilson Lopez
lindo demais...emilson tá escrevendo coisas lindas.
ResponderExcluiramo
poesia!
ResponderExcluirraquelgmesquita