Estampando um sorriso sem motivo.
Vagueio por ruas estreitas
Onde sinto perturbações.
Vejo teu rosto, ouço teu riso.
Devaneio.
Tenho pensamentos inconvenientes
A seu respeito.
Falta-me o ar...
Estou sufocando...
Tropeço em latas de lixo
Jogadas aleatórias na rua.
Há ratos ali! Caio!
Vou de encontro à lama suja,
Fruto da podridão da cidade,
Da podridão das pessoas.
Pessoas iguais a você
Que não respeitam sequer
O solo onde pisam.
Emilson Lopez (2006)
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